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DIÁRIO DA DRIELLY

Noticia publicado por: Rede - Vitória/ES - 30/07/2010 através da comunidade Oficinas Galpão de Qualificação e Intercâmbio Audiovisual , Total de visualizações: 110

A Agente Cultura Jovem Drielly Rodrigues está, desde a última sexta-feira (23/07), acompanhando as atividades das Oficinas Galpão de Qualificação e Intercâmbio Audiovisual.  Uma galerinha de vários Estados do Brasil está “confinada” no Mosteiro Zen, em Ibiraçu-ES, para aprimorar os seus conhecimentos sobre o audiovisual. Confira os relatos da Drielly:


Por Dri L Rodrigues – domingo (24/07)
Jovens de vários cantos do Brasil super empolgados e prontos para “sugar” todos os oficineiros que irão passar pelo Mosteiro. São profissionais com carreira, conhecimento e experiência em filmes premiados.

Para abrir a programação das Oficinas Galpão de Audiovisual, durante 4 dias, tivemos a presença de Leonardo Sette e Caetano Gotardo, ambos desenvolveram roteiro e pesquisa com cada um dos alunos selecionados. Eles liam, discutiam, opinavam, mostravam exemplos e comentavam os textos.


Por Dri L Rodrigues – segunda-feira (26/07)
Ontem foi releitura dos roteiros e sessão com alguns filminhos bem bons; durante a noite, tivemos uma confraternização, ponto.

Hoje, quarto dia de confinamento cinematográfico, roteiros sendo modificados e ideias moldadas para o filme. As aulas roteiro para documentário com Léo Sette (PE) e as aulas de roteiro para ficção com Caetano Gotardo (SP) foram pro paredão.  Em passagem pela “Fazenda Zen Oficinas Galpão de Audiovisual” ambos, além de comerem bastante e rirem horrores, deixam sementinhas de boas idéias de cinema em vários cantinhos do Brasil.

Vamos contar algumas horas para que comece outra jornada, Outras oficineiras convidadas chegam logo mais a noite. São as cariocas, Andrea Capella e Ana Paula Cardoso. Elas darão as oficinas de fotografia e direção de arte, desenhando os roteiros, criando uma estética para o filme e, comendo muito e rindo horrores.

Até mais a noite, ou até amanhã
 
 
Cineminha de ontem:
Areia - de Caetano Gotardo
Em Ramo - de Juliana Rojas e Marco Dutra


FALAS DAS OFICINEIRAS

Ana Paula Cardoso – oficina de direção de arte, cenografia

“O cinema é muito poderoso porque mexe muito com os sentidos. Direção de arte tem a capacidade de transmitir emoção, sensibilizar. A arte não está ali à toa. O filme tem que falar simplesmente o que eu quero dizer.”

“O que pode ajudar a tornar mais claro o que você quer dizer”

“Eu tô aqui pra forçar uma barra. Criar representações nada corretas, vamos tentar sair desse estímulo da representação ilustrativa. Ao invés de colocar terno e gravata, se você tivesse que criar, o que seria? Quais os conceitos?”

“Referência é um exercício fundamental, senão a gente trabalha só com o que a gente viveu. O lance é buscar em revistas, livros, imagens. É uma forma de fazer com que tenhamos e escolhas.”

“Não queremos o que é correto, queremos o que é expressivo.”


Andréa Capella – oficina de direção de fotografia, câmera e luz

“Não tem como ensinar fotografia em um mês nem em um dia, aqui vamos fazer apenas uma introdução.”

“A coisa mais divertida é fazer coisas que a gente nunca fez”


SAIBA MAIS SOBRE OS OFICINEIROS:

Roteiro/Documentário – Leonardo Sette
Participou de oficinas na Escuela Internacional de Cine y Televisión (CUBA, 1999), La Fémis (Paris, 2003) e graduou-se em História do Cinema na Sorbonne. Em 2008, dirigiu seu primeiro curta-metragem, “Ocidente”, que recebeu entre outros o prêmio de melhor filme do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curtacinema 2008. Participou do processo de oficinas do Vídeo nas Aldeias, tendo contribuído na formação e nas produções de realizadores Panará, Waimiri-Atroari, Xavante, Macuxi, Kuikuro, Ikpeng, Truká e Hunikui.


Roteiro/Ficção – Caetano Gotardo
Nascido em Vila Velha/ES e formado em Cinema e Vídeo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Caetano Gotardo é diretor e roteirista de curtas-metragens. Seu mais recente filme, “O menino japonês” (2009) vem cumprindo carreira em diversos festivais. Seu curta anterior, “Areia” (2008), foi selecionado para a abertura da Semana da Crítica do Festival de Cannes e recebeu os prêmios de melhor filme, melhor atriz e melhor fotografia no Festival de Gramado, além de ter sido exibido e, em alguns casos, premiado em cerca de outros vinte festivais brasileiros e internacionais, entre eles o Festival do Rio, o Festival de Bilbao, na Espanha, e o Festival de Havana, em Cuba. Integra o coletivo de realizadores “Filmes do Caixote”, formado por jovens cineastas de São Paulo e do Rio de Janeiro que partilham interesses estéticos. Atualmente, está montando o longa-metragem “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, e prepara seu primeiro longa-metragem como diretor, “O que se move”, previsto para ser filmado em 2011.

Direção de Arte – Ana Paula Cardoso
É cenógrafa e diretora de arte. Tem em sua filmografia recente, a cenografia do longa-metragem “Desenrola”, dirigido por Rosane Svartman e a direção de arte do longa- metragem ”Dores e Amores”, ambos lançados no Festival de Paulínia 2010 . Ainda em 2010 filmou em Regência – ES o longa-metragem “A onda da vida”, em que assina a direção de arte.  Fez ainda curtas e médias-metragens como “Rua dos Bobos” de Julia Martins, “O Resto é Silêncio”, “Ana Maria, Maria, Mariana”, “Retrato de um artista com um 38 na mão”, “Bela e Galhofeira”,  todos estes dirigidos por Paulo Halm.Trabalha também com publicidade e TV.

Fotografia – Andréa Capella
Formou-se em Cinema pela UFF em 2003. Especializou-se durante o curso em Direção de Fotografia onde realizou mais de 15 curtas. Com o curta-metragem “Por dentro de uma gota d’água” venceu a Categoria Brasil do Prêmio Kodak Filmschool Competition de direção de fotografia. É membro da ABC desde 2003 e sócia-fundadora da Duas Mariola filmes . Tornou-se professora de direção de fotografia da UFF entre 2003 e 2005. Em 2008, fotografou o longa-metragem “Ressaca” (de Bruno Vianna) e “A Fuga da Mulher Gorila” (de Felipe Bragança e Marina Mliande). Recentemente fotografou o longa-metragem “A Alegria” (de Felipe Bragança e Marina Meliande) -selecionado para a Quinzena dos realizadores no Festival de Cannes – 2010. Dirigiu em parceria com Peter Lucas o curta documental “Instantâneos”, premiado no Edital de Curtas 2008 da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

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