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Noticia publicado por: Eduardo - São Mateus/ES - 05/02/2010 através da comunidade AGENTE CULTURA JOVEM, Total de visualizações: 135

São Mateus e seus grupos culturais


 


Observamos grande número de artistas, em diversas áreas, espalhados e sem unidade; sendo este, em minha opinião, o problema principal a ser resolvido, no que diz respeito à cultura da cidade – incluindo a falta de convivência entre os Quilômetros (zona rural) e Quilombolas e a zona urbana.


 


Conversando com Avanci resolvemos criar uma lista dos grupos e artista, enquanto isso, faço um apanhado geral do que conheço.


 


 


Musica


 


Em BANDAS MUSICAIS existe a Mary Blue Anna, encabeçada por Rodrigo e Gisela. Grupo novo que começa a ganhar espaço tanto na cidade, quanto fora. Suas referências são rock, MPB e reagge. Composições próprias também começam a surgir, as quais se caracterizam pelas críticas sociais.


 


Chocolate & Cia é uma das principais bandas de Axé da região; mais estabelecida, toca em festas pelo Estado, principalmente em época de verão e carnaval. Por isso as músicas são as de sucessos vindo da Bahia.


 


Uma das poucas que se afirmam pop/rock é a Rudá, vem de história recente, uns dez anos, disco gravado e músicas na rádio local. A bem da verdade, melhor recebida fora do que aqui.


 


Outra dessas poucas é o 4U (for you). Talvez a mais nova de todas, com algumas apresentações em escolas e teatros.


 


Em grupos de Jongo, Ticumbi e Reis de Bois a história é outra. Os grupos, de maneira geral, estão sempre juntos, a comunicação acontece fácil entre eles – até porque se desenvolvem em torno duma família muito grande. E mesmo dizendo que tudo vai mal, vejo eles mais fortes e mais ativos, prova disso foi a última festa de São Benedito (24/12/09), quando Nêga – a porta bandeira e organizadora do Jongo de São Benedito – conseguiu juntar vários grupos de Jongo e Reis de Bois de São Mateus, Linhares e Quilômetros (área rural de São Mateus). Isso pode interessar ao RCJ na medida em que se vê muitos jovens e crianças tomando parte nas brincadeiras, junto às mulheres e antigos mestres.


 


O Funk é forte e sem espaço, tudo ia bem até que morreu um baleado alguns anos atrás num baile. Depois disso os donos de casas de show resolveram boicotar a música. Enquanto isso Mc Kelly continua compondo seu Funk Melody.


 


Pairando sobre todas essas manifestações tem a Lira Mateense, sociedade musical formadora e aglutinadora de músicos. Lá dentro se ouve Datan Coelho, Júlio Vasconcelos, Joilson Teixeira e Renato Alves, os quais, mesmo não sendo considerados jovens pelos papéis, são os principais músicos de São Mateus – tanto pela virtuosidade quando pelas produções.


 


 


Teatro


 


Nos tempos de glória do Fenate (Festival Nacional de Teatro) pipocaram vários GRUPOS DE TEATRO, dos quais sobraram dois. A VIII Dinastia, fundamentada no Teatro do Absurdo, e o Cemuca – se bem que do Cemuca veio o Cemuca EnCena, sendo que o Cemuca mesmo acabou.


 


Outro que acaba de mudar para cá é o Cordel Umbilical, trazido pela artista plástica Shila Joaquim e o poeta de cordel Cesar Domiciano. Sua proposta está dentro da cultura popular.


 


Um problema característico do teatro mateense atualmente é a falta de produção voltada para o teatro. Explicando melhor:


 


A Petrobrás destina parte de sua verba para a cultura (sabe-se lá o que isso quer dizer). Quer dizer para eles contratar grupos teatrais para apresentações de cunho didático para funcionários e comunidades atingidas pelo seu trabalho. Ou seja, o teatro virou uma espécie de mídia interna da empresa de petróleo e suas terceirizadas.


 


Os grupos se acomodaram e é difícil assistir uma peça original.


 


Vale lembrar que em 2008 ouve uma iniciativa do Cine Teatro, chamado Tira Gosto Cultural. Tendo durante uma semana apresentações de peças, bandas e grupos de dança. Houve duas edições do Tira Gosto. Foi pago através da própria bilheteria e, de certa forma, compensou a falta do Fenate (2008 e 2009).


 


 


Grupos Culturais


 


Quanto a GRUPOS CULTURAIS destaco o Centro Cultural Araçá. Para lá vão as crianças em idade escolar depois, ou antes, dos estudos. É oferecido reforço em diversas matérias, música, teatro e oficinas diversas, entre elas o RTVA (Rádio TV Araçá) onde aprendem sobre produção audiovisual.


 


O outro lado da moeda é um problema local que se estende no ensino: o preconceito racial e a conseqüente discriminação religiosa. O Candomblé e Umbanda são duramente reprimidos e a Cabula, religião predominante quando São Mateus pertencia ao Império, foi supostamente extinta.


 


Isso reflete na educação não só do Araçá (muito estranho para um centro cultural baseado em Paulo Freyre), mas das escolas em geral. O que atrapalha muito uma cidade negra.


 


Outro grupo seria o Pé da Capoeira. Seria, mas não é. Agora é o caso de falar da capoeira.


 


Pode se dizer que a capoeira vem se dividindo em três vertentes; uma é a luta, a briga, a intriga, como sempre foi desde sua criação; outra vertente são a dos mestre convertidos, o que, querendo ou não, afasta das raízes africanas; uma terceira é a capoeira como valor cultural. Nesta ultima encaixava, ou pretendia se encaixar, o Pé da Capoeira, mas devido a problemas internos da roda do professor Sidrônio, a roda e o projeto estão parados, por enquanto.


 


 


Igrejas evangélicas


 


As manifestações artísticas acontecem dentro das igrejas evangélicas. Música,dança, teatro, desdobramentos. A partir da década de 90 explodiu e vem crescendo. O mais recente movimento cultural é evangélico e desconfio que isso é no Brasil inteiro.


 


A respeito disso não tenho muito o que dizer, por ser irrelevante. Fica só a constatação.


 


 


Enfim


 


Esse é um primeiro apanhado do que sei, existe ainda muito para ser mostrado, grupos de dança como o Bilombê e a escola de dança de Monique Cruz, vários outros grupos de música e arte de rua que não conheço.


 


 


 


Leia mais em http://jornalbarato.wordpress.com


 

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